Home / Noticias 2008 / 08-161

 

Cadeirantes fazem trekking e tirolesa em Socorro (SP)



Deficiente físico pratica acqua-ride no Parque dos Sonhos; região de Socorro está se adaptando para melhorar acessibilidade

Com investimentos e apoio do Ministério do Turismo, a cidade de Socorro (a pouco mais de 130 quilômetros de São Paulo) desenvolve um projeto de turismo de aventura voltado a deficientes físicos ou pessoas com mobilidade reduzida. A acessibilidade é palavra de ordem.

Alguns hotéis e três parques da região --Parque Ecológico do Monjolinho, Pedra da Bela Vista e Parque dos Sonhos-- já oferecem acesso, equipamentos adaptados e profissionais treinados para a prática de esportes de aventura

por cadeirantes, cegos, surdos, mudos, obesos e outras pessoas com necessidades físicas específicas.

O pioneiro é o Parque dos Sonhos, a 15 km do centro de Socorro. "A adaptação faz toda a diferença", afirma José Fernandes, dono do parque. "Se o cego ou algúem com outra deficiência física puder caminhar sozinho, com rodas ou não, sem precisar de ajuda, é muito melhor."

Ele explica que as adaptações --que incluem ainda reformas nos quartos e nas áreas comuns-- foram realizadas em parceria com o Ministério do Turismo e fazem parte do projeto Aventureiros Especiais, idealizado pela ONG Aventura Especial.

A medida recebeu investimentos de R$ 380 mil para as reformas, transportes, treinamento especial para os 105 funcionários, consultoria de médicos e trabalhos com fisioterapeutas e psicólogos.


Cadeirantes podem praticar tirolesa utilizando equipamento adaptado de parapente

Aventura acessível

O parque fica na divisa com Minas Gerais e oferece 14 modalidades de aventura --entre elas tirolesa, arvorismo, rapel, escalada, caminhada (trekking), fora-de-estrada (off-road), canoagem e bóia-cross (rafting com bóia)--, todas com algum tipo de adaptação.

O destaque é a tirolesa, um cabo de aço suspenso por meio do qual é possível escorregar preso a um cinto. A chamada "tirolesa di pânico" tem mil metros de extensão e altura máxima de 150 metros.

O local tem cinco tirolesas diferentes. Na aventura, cadeirantes podem escorregar seguramente presos a um equipamento adaptado a partir da cadeira de um parapente.

Na trilha, uma cadeira especial permite a quem necessita de cadeiras de rodas entrar na mata fechada e percorrer caminhos sinuosos.


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/
folha/turismo/noticias/ult338u447968.shtml