Ter contato com estrangeiros não é novidade na vida de Alexandro Nascimento. Natural de uma vila de pescadores de 1.500 habitantes no litoral do Ceará, ele descobriu desde cedo sua vocação para aprender idiomas.
Foi de um casal de holandeses que o rapaz ouviu, pela primeira vez, o conselho sobre a importância de se dominar outras línguas. A dica foi seguida à risca e pouco tempo depois Alexandro já se aprimorava no inglês. “Quando me falaram que era imprescindível falar inglês, comecei a ler os livros que retirava na biblioteca da minha escola. Sempre que via algum estrangeiro, tentava conversar”, recorda.
Alexandro diz acreditar que não ter vergonha de se expor já é um bom primeiro passo para aprender outros idiomas. “Acho que o segredo no início é este: não ter vergonha de falar e tentar passar a mensagem. É isso o que nos dá a fluência”, ensina.
Nem bem o rapaz tinha completado 18 anos e, novamente, após estudar em uma escola de idiomas mantida por um casal de austríacos na região, ele se viu encantado com o idioma alemão. “Nesse momento, vi que tinha facilidade para aprender línguas. Em um mês, já estava entendendo bastante coisa do idioma, que é bem difícil”, conta.
Tantos contatos não poderiam dar em outra coisa. Hoje, aos 22 anos, ele está concluindo curso técnico em Turismo e trabalha como recepcionista numa pousada de Majorlândia, município vizinho à praia de Canoa Quebrada, no litoral cearense.
Agora, Alexandro volta suas atenções para o espanhol. Foi o que o motivou a buscar o curso do Olá, Turista!. Em apenas uma semana, ele finalizou o módulo Básico.
Amigos pelo chat - Alexandro Nascimento diz que praticar é o grande segredo para aprender outros idiomas. E a melhor forma que encontrou para fazer isso é via internet. Ele revela que o chat do Olá, Turista!, que pode ser acessado dentro da comunidade na escola virtual, tem lhe ajudado a fazer vários amigos com quem pode praticar.
“A comunidade do curso reúne pessoas de vários países e isso ajuda muito para adquirir fluência. Já conversei com pessoas do Chile, Espanha e até da Turquia. E os assuntos ajudam a enriquecer o vocabulário, pois falamos das experiências profissionais, sobre a situação econômica e os hábitos de cada país”, conta.
Filho de pescador e de uma rendeira, o rapaz afirma que pretende ser o primeiro da família a ter um curso superior. E diz que, daqui a quatro anos, espera estar preparado para atender os turistas que visitarem sua região em função da Copa do Mundo.
“Não é porque nasci pobre que preciso continuar na pobreza. Nunca precisei pagar para estudar graças a iniciativas como essa, da Fundação Roberto Marinho e do Ministério do Turismo. Vou fazer faculdade, pois quero alcançar postos ainda mais elevados na área do turismo, conhecer outras culturas e ajudar a minha família”, garante.
Fonte: Olá Turista |