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Chegada em Richards Bay

 


Produções - Phoenicia Expedition

Richards Bay
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Foto: Vera

Após 11 dias navegando no Canal de Moçambique, no Oceano Indico, a embarcação histórica Phoenicia chega a Richards Bay na África do Sul.

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No dia 16 de janeiro, às 5 horas da manhã o Phoenicia deixou a cidade de Beira em Moçambique. A bordo da embarcação a tripulação composta pelo casal Sanada do Brasil, produtores do documentário da expedição, Philip Beale, capitão da embarcação, Aziz jornalista indonésio, Niklas, bombeiro da Suécia, Stephani, viajante da Inglaterra, Atsuko do Japão, Alice e Daniel dos Estados Unidos, Suhram e Dirman da Indonésia.

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Os primeiros dias de navegada, foram de mar muito agitado, mas poucos ficaram mareados, mesmo com o barco mexendo bastante.
No terceiro dia da viagem, durante o turno de vigia noturno, Atsuko foi jogada de um lado para o outro do barco, batendo seu rosto na balsa salva-vidas. Foi um susto na madrugada. Yuri auxiliou-a rapidamente verificando os sinais vitais, realizando o teste neurológico de campo, pois batidas a cabeça podem ser muito graves. Tudo normal, sem concusão, mas com um corte profundo acima dos lábios, que exigiu curativos cuidadosos no rosto. Depois do susto tudo voltou ao normal e Atsuko ficou com uma pequena marca para recordar da viagem.

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A viagem correu normalmente, conseguimos pegar um atum depois de alguns dias, deixando todos felizes com peixe fresco a bordo.
Quando finalmente alcançamos as correntes marítimas que nos conduziram para Richards Bay, o barco navegou numa média de 3 nós, mas chegamos a fazer 6 nós quando houve fortes rajadas de vento.
O Phoenicia é um barco pesado e lento e o mais interessante é conhecer o sistema da vela quadrada, pois a princípio tem se uma idéia que o barco só navega com vento de popa, mas é possível navegar com vento de través, forçando até 80 graus, contra o vento.

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Interessante é o sistema de pilotagem do barco, usamos 3 lemes, um para o motor e dois para a vela. No início fiquei um pouco atrapalhada quando entrava meu turno de vigia, levei um tempo para entender como funcionam os três lemes navegando, mas depois percebe-se que é simples.
A tripulação composta de seis nacionalidades diferentes e algumas vezes culturas completamente diferente, principalmente os indonésios, que rezam 5 vezes ao dia e comem com as mãos. Cada dia uma dupla é responsável pela cozinha, dando a oportunidade para cada um apresentar a culinária do seu país.
Quartas e sábados é dia de happy hour a bordo, e no final de tarde, os responsáveis pela cozinha naquele dia, faz um lanche especial e tomamos vinho e sucos, é um momento agradável a bordo. As refeições são feitas todos juntos, quem está pilotando, troca com outro que tenha terminado de comer, para poder prestigiar a refeição e conjunto.

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Uma das maiores dificuldades que encontrei a bordo do Phoenicia foi usar o banheiro, que fica do lado de fora da murada. Quando o mar está muito agitado, a água vem por baixo e molha nossas pernas, também para tomar banho, não é muito fácil. Como a bordo tem três tripulantes muçulmanos, as mulheres não podem expor demais o corpo, e para completar não se tem privacidade, para trocar de roupas, pois a cabine é aberta, onde todos dormem e cada um tem seu beliche, mas é apertado para vestir-se. Yuri e eu dormimos na mesma cama, a outra colocamos nossos equipamentos, e nas noites de muito calor, acabamos dormindo no convés.

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A chegada em Richards Bay foi muito divertida, pois haviam mais de 20 barcos fora do canal aguardando por nós.
Yuri teve a chance de pular para outro barco e fazer excelentes imagens do Phoenicia e o comodoro do Iate Clube Zululand onde estamos atracados, levou cerveja e champagne gelada para a tripulação histórica.
Desde o dia que chegamos temos festas diariamente e convites de várias pessoas, já fizemos safari, fomos a praia, por isso só agora conseguimos contar a história da travesssia. Breve mais histórias sobre a viagem a bordo do Phoenicia.

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