Há três anos, exatamente no dia 8 de agosto de 2008 saía de Belo Horizonte (MG), o administrador e idealizador do projeto Homem Livre, Danilo Perrotti. O destino: uma viagem pelo mundo de bicicleta. A sua meta: passar por mais de 50 países. Porém, a poucos meses do término da viagem ele já contabiliza 59 países e mais de 47 mil km. Já pensando na volta para casa, no dia 11 de novembro de 2011, quando o ciclista retorna à sua cidade natal - completando 3 anos 3 meses e 3 dias da jornada ao redor do Mundo, Perrotti, está muito feliz por ter alcançado e até superado a sua meta. “Estou ansioso para poder voltar ao meu país depois de tanto tempo conhecendo culturas e costumes de todo o Planeta, agora quero conhecer e aprender mais sobre o meu país”, afirma.
Projeto Homem Livre
O aventureiro lembra que a idéia surgiu quando ele percorreu o Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta. “Quando morava na Europa descobri a bicicleta com um instrumento perfeito para conhecer o Mundo. A primeira viagem que fiz foi em 2007, partido de Londres, na Inglaterra, passando pelo caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, até Marrakech, no Marrocos. Nesta viagem pedalei por cinco países. Foi como uma viagem piloto para essa Volta ao Mundo”, lembra. Danilo conta que não criou expectativas para a sua viagem, apenas queria ‘ver’ o Mundo com os seus próprios olhos e movido pelo seu próprio esforço físico.
Para aguentar tamanha diversidade de climas, vegetações e enormes distâncias, antes da viagem começar, a grande preocupação era com uma das protagonistas dessa viagem: a bicicleta. “Foi montada especialmente: feita de cromo e com bagageiros na parte da frente e atrás, utilizados para colocar as malas e equipamentos, além de uma barraca de camping, um sleeping e uma esteira, levo também utensílios para cozinhar durante os dias em que não encontro pousadas pelo caminho. A bicicleta tem as medidas e peso exato para o meu corpo e cinco bolsas especiais acopladas. Não levo nada nas costas e, dentro das bolsas carrego todos os equipamentos para camping, fotografia, GPS, netbook, mapas e roupas de inverno. Levo também: um kit de primeiros socorros, bússola e um fogareiro”, conta. Ao longo do trajeto os pneus furaram, a corrente arrebentou e até o quadro da bicicleta quebrou, mas nada muito grave.
Situações extremas mesmo Danilo passou atravessando mais de dez desertos: Israel, Jordânia, Egito, Yêmen, Omã, Emirados Árabes Unidos, Irã, Paquistão, Austrália e México. “O primeiro deserto que cruzei de bicicleta foi de Israel. Depois veio o da Jordânia para conhecer a cidade de Petra e o deserto do Sinai, no Egito. Na península Árabe cruzei de bicicleta o deserto do Yêmen, de Omã e do Emirados Árabes Unidos. Depois veio o deserto do Irã e do Paquistão. Já na Oceania pedalei pelo deserto do Norte da Austrália, e na América o deserto da Baja Califórnia, no México”, recorda.
Fonte: 360graus.com.br |