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Classe emergente faz turismo dobrar metas

A avalanche de consumidores com maior poder de consumo devido ao crescimento da renda entre as classes C, D e E está na ordem do dia e desperta os planos estratégicos das empresas do ramo hoteleiro e turístico, entre elas a CVC Operadora, que lidera com cerca de 60% do segmento de venda de pacotes de viagens no País, e tem planos de chegar a 2015 com 1.400 lojas em operação, ou seja, o dobro do número atual.

A empresa está de olho em abocanhar parte dos gastos desses brasileiros, que até 2021 deverão somar 480 milhões de novos consumidores no setor, de acordo com Valter Patriani, presidente da operadora. Para ele, o cenário deverá ser um dos melhores nesse ramo no País, nos próximos anos. "Será uma década de prosperidade, com taxas de crescimento de cerca de 4,5% e a realização da Copa do Mundo [em 2014] e de uma Olimpíada [2016]. É um momento especial na história do Brasil", comentou ele.

Hoje existem em operação 642 lojas da CVC, e até o final deste ano o plano é chegar a 760 unidades em operação. Na disputa pelo cliente com marcas como Agaxtur, TAM Viagens e Azul Viagens, entre outras, pesam as parcerias e a expertise da companhia, que nasceu na cidade de Santo André (SP). Com a meta de fidelizar a classe média emergente, a empresa acaba de lançar a série "Descobertas", que até o final deste ano deverá oferecer 38 novos roteiros para esse perfil de clientes, já acostumados a viajar para o Nordeste, mas em busca de novos destinos brasileiro. Além disso, os eventos mundiais chamam a atenção e a América Latina também está no alvo, pois é dos países vizinhos que virá grande fluxo de turistas ao Brasil, e a operadora anuncia agora dois roteiros para a Bolívia, na área internacional.

Entre as companhias aéreas parceiras da CVC está a Gol, que além da TAM, Azul, Webjet, Trip e Avianca também se diz atenta aos novos clientes, principalmente aqueles que nunca viajaram de avião. Segundo o vice-presidente de Finanças, Estratégia e Novos Negócios da Gol, Leonardo Pereira, a organização prevê crescer este ano cerca de 15% e irá atrás dos "128 milhões de brasileiros que, hoje, têm condições de usar um avião como meio de transporte, e ainda não o fazem".

 

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